3.30.2017

Autoridade e Submissão no Exército



O EXÉRCITO BRASILEIRO
Há dezenas de cargos diferentes nas três instituições que cuidam da defesa do país – o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Existem 19 cargos diferentes no Exército brasileiro por exemplo.
A base da pirâmide são os soldados. Depois, pela ordem, vêm os cabos, sargentos, tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis, coronéis e os generais. Essas patentes também possuem subdivisões – os sargentos, por exemplo, são classificados em primeiro, segundo e terceiro-sargento. Na carreira militar, as promoções são distribuídas de acordo com o tempo de carreira e o merecimento de cada um, tudo analisado em avaliações de desempenho. Em tempos de paz, o posto mais alto é o do general-de-exército, que chefia as tropas de todo o país.
Em caso de guerra, cria-se um cargo especial, o marechal, que lidera o Exército na hora do conflito e responde diretamente ao presidente da República por suas ações.
O ato de jurar a bandeira nacional faz parte somente do cerimonial das Forças Armadas do Brasil. Os compromissos são os seguintes:
Compromisso dos Recrutas:
“ Incorporando-me (à Marinha do Brasil; ao Exército Brasileiro; ou à Força Aérea Brasileira), prometo cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado, respeitar os superiores hierárquicos, tratar com afeição os irmãos de armas, e com bondade os subordinados, e dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja Honra, Integridade, e Instituições, defenderei com o sacrifício da própria vida. ”
— Inciso V, do Artigo 171 do Decreto nº 88.513, de 13 de julho de 1983,
Compromisso dos Reservistas:
“ Dispensado da prestação do Serviço Militar inicial, por força de disposições legais e consciente dos deveres que a Constituição impõe a todos os brasileiros, para com a defesa nacional, prometo estar sempre pronto a cumprir com as minhas obrigações militares, inclusive a de atender a convocações de emergência e, na esfera das minhas atribuições, a dedicar-me inteiramente aos interesses da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei, com o sacrifício da própria vida. ”
— Artigo 217 do Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966

O EXÉRCITO DE DEUS NA TERRA
Ninguém considera uma batalha como algo sem importância, insignificante. Ao travar uma batalha, um exército precisa de moral, de união para a luta. A fim de manter esse moral, é preciso eliminar até mesmo a pequena dissensão sobre o menor assunto. Se aquela pequena conversa não for eliminada, o moral será anulado e, consequentemente, a unanimidade será destruída. O resultado é que, por falta do moral, o exército pode perder a batalha. Tudo isso nos mostra a seriedade de um ministério na casa de Deus. É ele quem faz soar a trombeta para o exército sair para a guerra (Nm 10.9; Jz 7.18). O trombetear para a guerra é um símbolo do liberar da Palavra hoje no meio da Igreja. Ignorar a Palavra ministrada é o mesmo que ignorar a trombeta soada para a batalha. Se os soldados começassem a discutir sobre a trombeta em vez de obedecerem ao comando, o inimigo certamente os derrotaria.
Temos de perceber que a Igreja do Senhor é um exército combatente. Estamos fazendo algo mais sério do que qualquer batalha na Terra. Estamos lutando contra Satanás, o inimigo de Deus. A Igreja é o exército de Deus, e isso está muito claro no livro de Efésios, que mostra muitas ilustrações da Igreja, como: o Corpo de Cristo, a família de Deus, o edifício de Deus e o novo homem. Mas, no final do livro, Paulo diz que a Igreja é também um exército para combater o inimigo. Ele nos mostra, claramente, como deve ser a armadura desse exército. A Igreja não é um mero grupo de pessoas reunidas para um culto, mas, sim, o exército de Deus posicionado em um tempo de guerra para trazer o reino de Deus à Terra.
A Igreja, certamente, é o exército do Senhor, e a característica mais marcante de um exército é o respeito à autoridade. Sem autoridade e submissão não há como um exército seguir para a batalha. O mesmo princípio se aplica à Igreja. Quando não há uma ordenação clara de autoridade, não podemos prevalecer contra o inimigo. Onde há rebeldia e insubmissão, na verdade, o inimigo já tem levado vantagem.
Um cidadão pode dizer muitas coisas e criticar o governo ou as forças armadas, mas, quando ele entra no exército e se torna um soldado, ele perde o direito de dizer qualquer coisa. É possível debater e até brigar no senado, mas até um senador, ao se tornar um soldado, precisa ficar quieto. Não há som incerto no exército. A igreja e o ministério não são como o senado, em que qualquer um chega e expressa sua opinião. No ministério, nós somos completamente preenchidos com um espírito de luta, de batalha espiritual.
Isso, evidentemente, não significa que os pastores controlam as pessoas, mas significa que os membros entendem esse princípio e, espontaneamente, se submetem à liderança na Casa de Deus. Entender o espírito de guerra espiritual em que vivemos implica também em reconhecer que o ponto central do exército é a submissão.
Se já temos o espírito de guerra, precisamos, agora, receber o espírito de submissão. Somente pela submissão podemos ser um exército unido na batalha, com um moral elevado pela unanimidade. Muitos não têm percebido como o inimigo, sorrateiramente, tem infectado a igreja com o espírito de rebeldia, disfarçado em críticas e opiniões aparentemente inofensivas e até bem intencionadas. É tempo de nos unirmos para a peleja e eliminarmos toda dissensão entre nós.
Você se considera uma pessoa submissa? Gostaria de expor alguns pontos que mostram as características de uma pessoa realmente submissa. Lembre-se que somente irmãos submissos à autoridade podem ser úteis na obra de Deus, e que a insubmissão destrói a unanimidade, impedindo-nos de avançar no mover do Espírito.
SINAIS DE UMA PESSOA SUBMISSA

A maioria das pessoas na igreja se considera submissa, mas qual é o nível dessa submissão? Se um pastor exorta uma irmã por causa de seu namoro com um incrédulo e ela, simplesmente, rejeita a exortação, ela está sendo rebelde. Se um líder recebe a orientação para ministrar em sua célula o esboço do boletim e, de forma independente, ele resolve seguir outra direção, está sendo rebelde. Mas quantos admitem serem rebeldes nessas situações? Eles imaginam que podem, simplesmente, ignorar a direção do pastor e agir com independência, mas o que não percebem é que aquela rebeldia está minando a unidade da Igreja como exército.
Ignorar orientações, não executar as direções dadas, rejeitar convocações espirituais, falar mal dos pastores ou permitir que outros o façam são expressões comuns de rebeldia entre nós. Mas quantos possuem sensibilidade espiritual para perceber isso?
Qual soldado ignora as ordens de seu comandante? Isso não acontece porque eles entendem o que é submissão. Todavia, no exército da Igreja, às vezes, temos de implorar para alguns obedecerem a uma ordem. Precisamos mostrar a eles todas as vantagens e tudo o que eles podem alcançar se obedecerem à direção dada.
Imagine se um capitão tivesse que parar para persuadir um soldado sempre que precisasse lhe dar uma ordem? Todavia, hoje, na Igreja, as pessoas somente se submetem se concordarem com a direção ou visão da liderança. Ora, se apenas nos submetemos quando concordamos é porque não nos submetemos, apenas fazemos o que achamos melhor. Que o Senhor nos abra os olhos nestes dias para termos revelação da autoridade no Exército de Deus. 

1.    ELE RECONHECE FACILMENTE A AUTORIDADE
Quem tem revelação da importância da autoridade não vive solto e sem restrição. Ele busca se submeter de coração e não apenas por obrigação. Há muitas autoridades na igreja. Elas estão acima de você, e você tem de aprender a submeter-se a elas. Uma pessoa submissa reconhece a autoridade quando a encontra. Ao encontrar a autoridade em outra pessoa, ela procura se submeter imediatamente; não fica analisando com cuidado, antes de se submeter a ela, para depois decidir se tal pessoa é digna de submissão. Se você para pra pensar se uma pessoa é digna de submissão, então, você está lidando com pessoas e não com o princípio da autoridade espiritual que procede de Deus. Se você nunca encontrou alguém suficientemente bom e capaz para ser autoridade sobre você, essa é a prova de que você é rebelde e arrogante. Aquele que é submisso sabe que a sua submissão não depende da perfeição do líder, mas da autoridade que lhe foi delegada. Ele sabe também que aquele que se rebela contra um líder se levanta contra toda a autoridade da igreja local e, ao final, se levanta contra o próprio Deus, pois as Escrituras afirmam que toda autoridade procede de Deus. Paulo diz:
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Rm 13.1,2). 

2.     UMA PESSOA SUBMISSA NÃO É INDEPENDENTE

Ser independente é achar que ninguém é autoridade sobre si e que é autossuficiente e pode fazer qualquer coisa na igreja sem o conselho e a orientação de ninguém. Você consegue perceber a arrogância dessa atitude? Todo rebelde é também muito arrogante. Infelizmente, temos até líderes de célula independentes. Fazem o que bem entendem como se não tivessem que prestar contas a ninguém, rejeitando a instrução e a exortação. Não estou sugerindo que você seja dependente de pessoas ou líderes. O que quero dizer é que você precisa prestar contas dentro da igreja. Não somos independentes, somos ligados uns aos outros como os membros do Corpo.
Aprecio o seu desejo de liderar uma célula, mas é triste quando o vemos abrir uma célula de forma mais independente e desprendida do Corpo. Independência é um grande sinal de rebeldia. Deus não aceita fogo estranho. Lembra-se de Nadabe e Abiú? (Levítico 10.1,2). Eles ofereceram fogo estranho diante de Deus e foram consumidos. Fogo estranho é aquele que tem origem em nossa presunção e independência. Com relação à submissão, o pecado pode ser de dois tipos: presunção e desobediência. Desobediência quando Deus nos manda fazer algo e não fazemos; presunção quando Deus não mandou e fazemos assim mesmo. O trabalho deve ser uma coordenação de autoridade. Deus havia estabelecido Arão como sumo sacerdote e seus filhos sob a sua liderança. Observe o que Levítico fala de Arão e seus filhos. Quando os filhos resolveram oferecer sacrifícios fora da coordenação de seu pai, aquilo se tornou fogo estranho, e o resultado foi morte (Levítico 9.9).
A consequência imediata da rebeldia é a morte. Qualquer pessoa que sirva a Deus sem discernir a autoridade oferece fogo estranho. Quando alguém age de forma independente, fora da coordenação da autoridade na igreja, está oferecendo fogo estranho, mesmo que esteja fazendo algo como liderar uma célula. 

3.     AQUELE QUE CONHECE AUTORIDADE NÃO PROCURA SER AUTORIDADE

Na igreja, sempre existem aqueles que procuram posição, mas fogem da responsabilidade. Há aqueles que procuram status e títulos e presumem que a autoridade seria algo para se desfrutar. Aquele que conhece autoridade não busca ser autoridade, ele entende que, com ela, vem a responsabilidade diante de Deus.
Aquele que é submisso procura cuidar do seu líder porque entende o peso espiritual da função que ele exerce. Ele procura ser alívio e não um peso a mais, procura ser parte das soluções e nunca dos problemas.
Os rebeldes procuram dificultar a vida do líder porque querem que ele pague algum preço pelo status que possui. Isso mostra que a rebeldia sempre vem acompanhada da inveja. Todo rebelde inveja a posição do líder, por isso tenta minar a sua autoridade. Ele supõe que, se provar a incapacidade do líder, todos perceberão que ele é quem deveria estar em uma posição elevada. São pessoas naturais e egocêntricas, sem encargo algum pelo coração de Deus.
Tenha muito cuidado. Todo esse processo começa quando começam a perceber muitos erros cometidos pelo líder e começam a falar como as coisas estão ruins e poderiam ser melhores. No momento seguinte, começam a pensar que seriam capazes de fazer melhor do que o líder. Enchem-se de opiniões e críticas, supondo serem capazes de fazer melhor do que ele. Depois, vem a indagação: “Se eu vejo os erros e posso fazer melhor, por que ele ainda é o líder? Se não posso tomar o lugar dele, também não preciso me submeter a ele”. Esses são os estágios normais do pensamento rebelde. Lembre-se que todo rebelde é também invejoso, como foi Lúcifer, que quis subir acima das mais altas nuvens movido por sua inveja do Altíssimo. 

4.    AQUELES QUE SÃO SUBMISSOS SÃO TARDIOS PARA OPINAR

Aqueles que rapidamente emitem opinião mostram um coração independente e uma vaidade de expor constantemente suas considerações. Tal vaidade e independência mostram um coração que tem dificuldade de se submeter. Aquele que é submisso deseja ouvir a opinião da autoridade antes de expor a sua própria e só o fará se realmente for contribuir para ajudar a resolver problemas.
Pessoas cheias de opiniões, na verdade, querem ter autoridade, mas nem entendem como a autoridade é estabelecida. Uma pessoa torna-se autoridade na obra do Senhor por conhecer a vontade de Deus. Não nos tornamos autoridades baseadas em nossas próprias opiniões e ideias, mas, sim, compreendendo a vontade de Deus. Nunca devemos esperar que as pessoas se submetam à nossa própria opinião, elas nos seguem porque percebem que falamos aquilo que é a vontade de Deus.
A extensão de nossa autoridade é a exata medida do nosso conhecimento da vontade de Deus. Ninguém é reconhecido como autoridade na igreja porque tem muitas opiniões ou ideias inteligentes. Na verdade, o que mais tememos na igreja são aquelas pessoas que se julgam inteligentes e presumem ter ideias e opiniões superiores.
Quando for dar uma opinião, fale da parte de Deus. Ninguém quer saber a sua opinião. Na verdade, nem Deus quer saber a sua opinião, mas todos desejam saber o que vai no coração do Pai. É triste dizer, mas, no mundo todo, o único que aprecia sua opinião é você mesmo. A Casa de Deus é edificada quando alguém fala da parte de Deus. 

5. a PESSOA SUBMISSA É MUITO SENSÍVEL A REBELIÕES E INIQUIDADES

A pessoa que conhece a autoridade sabe o quanto a rebelião contamina. Na verdade, o homem submisso é aquele que foi tratado por Deus em sua rebeldia. Por isso, ele sente temor quando percebe outros agindo dessa forma, pois sabe o custo do tratamento. Mas o que você sente quando alguém age com rebeldia? Fica do lado dela? Concorda com suas ideias? Fica calado? Infelizmente, é um fato da vida que Jacó sempre vai procurar Labão e Maria sempre vai procurar Isabel. Os semelhantes se atraem no mundo espiritual; o profundo atrai o profundo, mas o raso atrai o superficial. Certa vez, um de nossos obreiros recebeu uma cantada maliciosa de uma mulher. Ele ficou indignado e veio me contar o ocorrido. Eu o elogiei pela sua indignação, mas lhe fiz a seguinte pergunta: “Por que a mulher se sentiu à vontade para falar com você essas coisas?”. É a mesma pergunta que faço àqueles irmãos que, constantemente, estão envolvidos com pessoas rebeldes. Se pessoas rebeldes sentem liberdade para falarem mal da autoridade perto de você, vezes seguidas, deve ser porque você concorda com as ideias delas. Mesmo o seu silêncio é uma concordância. Se você não é sensível para perceber quando alguém está sendo rebelde, isso significa que a rebeldia ainda não foi tratada por Deus em sua vida.

6.    aqUELE QUE É SUBMISSO CONSEGUE LEVAR OS OUTROS À SUBMISSÃO

A primeira lição de um servo de Deus é submeter-se à autoridade. Precisamos ver que há autoridade em todo lugar: em casa, na escola, no trabalho, na sociedade, etc. O problema é que muitos veem a submissão como um castigo ou punição, uma vez que Deus disse à Eva, em Gênesis, que ela deveria se submeter a Adão depois da queda. Precisamos, porém, reconhecer que a autoridade já existia antes da queda e, portanto, a submissão também.
Nesse processo de crescimento, precisamos adquirir um espírito de submissão e, também, precisamos ser treinados nele. Somos treinados andando com pessoas submissas. Pessoas submissas passam o espírito de submissão, assim como pessoas rebeldes infectam a Igreja com o espírito de rebeldia.
Tome hoje uma nova posição em sua vida. Rejeite todo espírito sutil de rebeldia. Além disso, posicione-se para guardar a Igreja. Cabe a cada soldado zelar pela unidade do exército. Não admita que ninguém aja com rebeldia dentro de sua célula. O Espírito Santo está trabalhando para produzir em nosso meio uma santa unanimidade. Como exército, o que se espera de nós é um moral forte e elevado e que caminhemos juntos em submissão à autoridade.

:: PR. ALUÍZIO ANTÔNIO





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