12.20.2016

Facebook libera chamadas de vídeo com até 50 pessoas pelo Messenger

Olha aí...dá pra fazer um culto on line ou reunião de célula.

 

Feed: B9
Data de Postagem: segunda-feira, 19 de dezembro de 2016 17:30
Autor: Leonardo Muraoka
Assunto: Facebook libera chamadas de vídeo com até 50 pessoas pelo Messenger

 

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8.23.2016

EASY, NORMAL OU HARD?


Seja sincero. Você se considera cristão? De verdade?
Sim? Então veja abaixo em qual nível você está?


CRISTÃO NÍVEL “EASY”

Frequenta a igreja somente aos domingos e às vezes falta.
Está convencido da verdade do Evangelho mas não quer compromisso.
Não ora muito não, nem lê a Bíblia, embora conheça alguns poucos versículos.
Tem amizade com o mundo. Pouco se diferencia dos ímpios em atitudes e palavras, embora tenha consciência do “pecado” e siga o movimento “gospel”.  
Não evangeliza ninguém, pois tem vergonha, timidez ou “respeita”a religião de cada um.
Busca satisfação pessoal, entretenimento (diversão) e prosperidade (egoísta).  
Acredita em tudo que é dito pelo pastor da igreja sem questionar.
Combate o dízimo pra não ter que “dar dinheiro na igreja”.
Oferta (raramente) moedas nos cultos (esmolas).
Ainda tem muito do velho homem (mente, trai, engana e mantem vícios).  
Troca de igreja ou se afasta definitivamente por qualquer motivo.


CRISTÃO NÍVEL “NORMAL”

Participa ativamente do Culto e das demais atividades/eventos da igreja local (é voluntário).
Não somente está convencido da verdade do Evangelho, como é convertido.  
Adora ao SENHOR e é dizimista e ofertante.
Ora todos os dias, jejua de vez em quando e estuda a Palavra de Deus (já cursou ou gostaria de cursar Teologia).
Já evangelizou seus vizinhos, parentes e colegas de trabalho. Já fez capelania e trabalhos sociais como entrega de roupas de frio, cobertores e sopas para moradores de rua.
Participa dos cultos durante a semana também, reuniões de orações e grupos pequenos e algumas vigílias durante o ano.
Busca crescer na graça e no conhecimento de DEUS e é crítico quanto ao que é ensinado nos púlpitos.
Aceita ser pastoreado, orientado dentro da Palavra e recebe toda correção com amor e temor.
Tem ministério na igreja, mas divide seu tempo com sua carreira profissional (trabalho secular).
Entende o chamado de DEUS, mas não se sente confortável em uma mudança radical em sua vida.


CRISTÃO NÍVEL “HARD”

Entregou TUDO pra DEUS, sua vida, seu tempo, recursos, tudo. É pastor ou missionário em tempo integral.
Depende exclusivamente de DEUS pra tudo, onde morar, o que vestir, até para ter o que comer.
Está disposto a ir a qualquer lugar do mundo para pregar o Evangelho, deixando TUDO pra trás...
Já ganhou dezenas, centenas, talvez milhares de almas pro Reino.
Conhece profundamente a Bíblia de capa a capa. Não somente fez o seminário, como dá aulas.
Jejua e ora mais do que o habitual no meio cristão.
Abre igrejas, pontos de pregação, escolas ou creches cristãs, sobe morro de favela, prega pra traficante/drogados/bandidos e é engajado em projetos sociais de combate a dependência química, fome ou abandono (refugiados inclusive).    
É perseguido e odiado por seguir a Jesus.
Está disposto a morrer (como mártir) queimado vivo, crucificado ou degolado, antes de negar a sua Fé.


E então?
Em qual nível você está???



RM







6.10.2016

Deixe de MiMiMi !!!

 

Quando a gente para de reclamar as coisas melhoram.

 

Quando a gente IGNORA os probleminhas da vida, até porque tem gente que tem “problema de verdade”, as coisas melhoram.

 

Hoje o SENHOR concedeu-me VIGOR como diz a PALAVRA:

 

ELE dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum VIGOR. Isaías 40:29

 

O caminho dos ímpios é como a escuridão, nem sabem em que tropeçam.

Filho meu, atenta para as minhas palavras às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos, guarda-as no íntimo do teu coração.
Porque são vida para os que as acham, e SAÚDE para todo o seu corpo!


Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios. Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados! Não declines nem para a direita nem para a esquerda, retira o teu pé do mal!!!
Provérbios 4:19-27

 

Quando li a PALAVRA, satisfiz a alma cansada, e toda a alma entristecida saciei. Jeremias 31:25

 

DEUS ajudou-me com mão forte, e com braço estendido, porque a sua benignidade dura para sempre! Salmos 136:12

 

Os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias. Correrão, e NÃO SE CANSARÃO, caminharão, e não se fatigarão! Isaías 40:31

 

Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança. Salmos 119:116

 

Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho. 2 Samuel 22:33

 

Eu me deitei e dormi, e depois acordei, porque o Senhor me sustentou! Salmos 3:5

 

Amém

 

 



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5.18.2016

“PORQUE CONHEÇO OS SEUS SOFRIMENTOS”

 

 

 

"PORQUE CONHEÇO OS SEUS SOFRIMENTOS"

 

Por Fabio Campos

 

Texto base: "Disse o Senhor: 'De fato tenho visto a opressão sobre meu povo no Egito, e também tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo.'" – Êxodo 3.7 (NVI)

 

 

É ruim sofrer! Creio que ninguém gosta de ser oprimido, humilhado, rejeitado, injustiçado. Mas o sofrimento, de alguma forma, é parte da vida de todos os seres humanos. C. S. Lewis, em sua obra "O problema do sofrimento", mostra também como o próprio ser humano é responsável por grande parte do sofrimento que há no mundo: ele afirma que quatro quintos dos sofrimentos que enfrentamos são produzidos ou por nós mesmos ou por nossos semelhantes. 1

 

O povo de Deus sempre foi perseguido, oprimido e humilhado. Desde o Egito até a era do Império Romano, perseguições e opressões têm acompanhado o povo que fora separado por Deus. Cartas e mais cartas foram escritas para encorajamento de santos em meio ao martírio. Foi dentro de um contexto de escravidão e serviço pesado que Deus interferiu contra o sofrimento imposto sobre os israelitas: "Porque conheço os seus sofrimentos".

 

Os egípcios os sujeitaram a cruel escravidão (Ex 1.13). Com lágrimas e suor, o povo construiu para faraó as cidades-celeiros de Pitom e Ramassés (Ex 1.11). Enquanto o povo gemia, faraó sorria. Desfrutava do império construído sob o sangue dos judeus. Mas o mal não prevaleceria por todo sempre. A justiça tarda mas não falha. Deus levantou um libertador. Moisés saiu das águas e, conduzido por Deus, de forma Soberana, fez o que deveria ser feito: emancipou o povo das garras do rei tirano do Egito.

 

Deus ouviu o seu o povo, pois disse: "Porque conheço os seus sofrimentos".

 

Deus conhece nosso sofrimento. Ele é transcendente, mas também, imanente. Ele sofre conosco, pois é compassivo (compassione; "sofrer junto.) Jesus não deixou de ser Deus porque chorou (Jo 11.35). Por isso é chamado de Emanuel, Deus Conosco!

 

O sofrimento, entretanto, tem o seu lado bom. É pedagógico. Aprendemos mais nas derrotas do que nas vitórias. C. S. Lewis de forma brilhante diz que, o sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo 2. Davi afirmou que "foi-bom ter passado pela aflição, para que aprendesse os decretos de Deus" (Sl 119.71). Paulo disse para nos gloriamos também nas tribulações, pois isso nos acresceria perseverança, caráter aprovado, esperança e plena convicção do amor de Deus que fora derramado em nossos corações (Rm 5.3-5).

 

Não estou aqui endossando o masoquismo (os que se agradam da dor); também não fomento o ensino dos estoicos impassivos e sofridos. O cristão tão somente não crê no fortuito dos acontecimentos. Não há coincidência, sorte, azar ou determinismo para o crente em Jesus. Deus fará com que tudo, até o mal que lhe assola, se transforme em bem e corrobore com o propósito pelo qual Ele nos chamou. A fé deixa Deus ser Deus.

 

Existe algo, no entanto, que pode nos trazer esperança: Deus não está do lado do opressor. Ele vê as lágrimas dos oprimidos e sabe que o "poder" está do lado de seus opressores. Como não há quem os consoles (Ec 4.1), Deus os garante (Sl 82.3-4): "Eu habita com o contrito e humilde de coração". O Senhor toma partido dos menos favorecidos (viúva, pobre, órfã, estrangeiro, Tg 1.27).

 

Deus conhece o sofrimento do seu povo. O desafio consiste em se sentir amado por Deus quando as coisas não estão em ordem (do modo como planejamos). Precisamos crer no Seu amor quando tudo mais vai mal.

 

Caso você esteja sofrendo por consequência da vaidade de alguém, tipo a do Faraó, Deus já possui em sua agenda o dia do término disso, como diz as Escrituras: "... não procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: 'Minha é a vingança; eu retribuirei', diz o Senhor" (Rm 12.9).

 

Como afirma Lewis, foi o ser humano, e não Deus, que produziu torturas, açoites, prisões, escravidão, armas, baionetas e bombas. É pela avareza e pela estupidez humana, e não pela sovinice da natureza, que temos pobreza e exploração do trabalho. 3

 

Deus está atento a tudo. Seus olhos estão sobre todos, justos e injustos!

 

Nossa parte é confiar para que, de alguma forma, possamos transformar nosso dia mau em oportunidades para o heroísmo, pois muitos assim o fizeram e, aproveitando o momento, se surpreenderam colheram os seus frutos de justiça.

 

 

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

 

Soli Deo Gloria!

 

Fabio Campos

fabio.solafide@gmail.com

_______________________

Citações:

 

1 LEWIS, C. S. O problema do sofrimento. Editora Vida, p. 12.

2 Ibid, p. 106.

3 Ibid, p. 101.


__,_._,___



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Árvore de Descanso

Meditação: … sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. (Romanos 11:5)

 

Pensamento: A esperança pode ser acesa com uma fagulha de encorajamento.

 

Leitura: Esdras 9:5-9.

 

Mensagem:

Árvore de Descanso

 

            A árvore solitária no campo à frente de meu escritório permanecia um mistério. Grandes quantidades de árvores haviam sido cortadas para que o fazendeiro pudesse plantar milho. Mas uma árvore permanecia em pé com seus longos galhos espalhados. O mistério foi revelado quando descobri que a árvore foi poupada por um propósito. Havia muito tempo, os fazendeiros deixavam, por tradição, uma árvore plantada para que eles e seus animais tivessem um lugar fresco para descansar quando o calor do sol do verão estivesse muito forte.

            Em certos momentos, percebemos que mais ninguém além de nós sobreviveu a algo, e não sabemos o porquê. Soldados voltando do combate e pacientes que sobreviveram a uma doença letal lutam para saber porque sobreviveram, enquanto outros não.

            O Antigo Testamento fala dos sobreviventes a quem Deus poupou quando a nação foi enviada ao exílio. Os sobreviventes preservaram a lei de Deus e mais tarde reconstruíram o templo (Esdras 9:9). O apóstolo Paulo referia-se a si mesmo como parte do remanescente de Deus (Romanos 11:1,5). Ele foi poupado para tornar-se o mensageiro de Deus aos gentios (Romanos 11:13).

            Se permanecemos em pé onde outros já caíram, é para que ergamos nossas mãos aos céus em louvor e abramos nossos braços fazendo sombra para o cansado. O Senhor nos capacita para sermos uma árvore de descanso para outros.

 

FONTE:

Julie Ackerman Link

Ministérios Pão Diário

MENSAGENS QUE EDIFICAM



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5.17.2016

Todos Cremos em Algo

Acho gozado ateus nos acusarem de acreditarmos piamente em um livro escrito por homens, no caso, a Bíblia. Afinal, tudo o que eles aprenderam também foi escrito por homens em livros. Ninguém é tão velho a ponto de ter presenciado, de ter testemunhado, de ter visto com seus próprios olhos os fatos, os principais acontecimentos da história da humanidade.  Portanto, é também uma questão de “fé” acreditar nos livros de história. Da mesma forma que ateus dizem que a Bíblia foi adulterada ou manipulada de acordo com interesses de alguns grupos, quem garante que a história (ou estória) que nossos antepassados passaram para as próximas gerações  também não foi “manipulada”, que não há mentira?

 

Portanto, como o homem mais velho entre nós hoje, não tem mais do que 120 anos, precisamos “crer”no legado deixado pelos homens que já morreram.

 

Mas alguém pode lembrar do conceito científico, do que se pode provar. De que tem coisas que acreditamos porque estão aí na nossa cara. Foi testado e aprovado.

 

Ok, se você perguntar para um cristão que tem um relacionamento sério com Deus, ele também te dirá que passou por experiências que provaram aquilo que a Bíblia diz. Que na vida dele Deus se manifestou de diversas maneiras, através da Sua presença sentida, de sonhos e visões, de profecias cumpridas, de curas e livramentos, só pra citar algumas.

 

Então meu amigo, tudo passa de “crer”ou não.

No que você acredita?

 

Em tempo... a Bíblia foi escrita por homens sim, mas homens inspirados por Deus. E não, Deus não foi ditando e eles escrevendo, não. Com exceção dos dez mandamentos, todo relato bíblico foi escrito debaixo da limitação humana que envolvia a época, cultura e personalidade de cada um.

 

 

RM



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4.29.2016

DA MORTE PARA A VIDA

 

Quando alguém é anestesiado, anestesia geral, a pessoa quando volta não percebe o tempo que passou. Não tem noção do tempo em que esteve apagada. Assim, imagino eu, é a morte. Não importa quanto tempo para nós, os vivos, essas pessoas, os mortos, estejam ausentes da Terra, para eles, quando despertarem, será como se o tempo não tivesse passado! Não importa se a pessoa morreu em 1422, não sabemos se esse mundo ainda tem um século de vida ou menos, mas quando esse ser humano acordar, será para desfrutar da glória, da paz eterna. Ou do tormento.

 

Terá sido como um segundo. Ao recobrar a consciência, essa pessoa pensará que o tempo não passou, ainda que dezenas, centenas de anos tenham se passado! E então receberá o juízo de Deus, para a vida eterna ou para a destruição, para a aniquilação. O fim de verdade, a “segunda morte”.

 

Para nós que temos JESUS CRISTO como salvador, não há o que temer. Passaremos da morte física para a vida em espírito. Num abrir e piscar de olhos, no despertamento da consciência. E não há nada melhor do que a PRESENÇA DE DEUS!

 

Sim, eu já estive lá e sei do que estou falando.

 

 

RM

 

 



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4.27.2016

A PREGAÇÃO DA VERDADE, A BÍBLIA



As Escrituras quando pregadas exaltam o nome do Senhor. É impossível expor a Bíblia sem que o nome do Eterno seja glorificado. A Exposição das Escrituras aponta para o estado de miserabilidade do homem. A pregação da Bíblia revela quem somos, nossas incongruências, idiossincrasias e pecaminosidade, revelando-nos que fora de Cristo todos estão mortos em seus delitos e pecados.
As Escrituras quando pregadas trazem sobre a finitude humana, o poder infinito de um Deus Soberano proporcionando com isso o reascendimento da chama da esperança. A Palavra de Deus quando pregada traz remédio para a alma cansada, refrigério para o abatido, alento para o desesperançoso.

Calvino costumava dizer que as Escrituras Sagradas é o escudo que nos protege do erro. A Bíblia quando pregada nos traz orientações importantíssimas que se aplicadas em nosso cotidiano nos protegem das heresias e distorções teológicas propagadas pelos falsos profetas.

As Escrituras quando pregadas nos desafiam a viver como Cristo viveu. A Bíblia quando proclamada nos leva a desejarmos viver a vida cristã de forma santa, pura e abnegada.

A Bíblia quando pregada leva-nos a querer viver exclusivamente para a glória de Deus. As Escrituras quando proclamadas nos levam a uma santa ansiedade pelo glorioso dia em que o Rei dos reis e Senhor dos Senhores voltará para a sua igreja.

A Bíblia quando pregada reaviva nossa alma, aquece os corações, desperta-nos para oração, desafia-nos a intercessão enchendo nossos corações com o santo desejo de estar continuamente em sua santa presença.

É impossível interpretar a Bíblia corretamente sem a convicção de que toda a Bíblia é a Palavra de Deus. Nós não temos o direito de rejeitar certas partes da Bíblia porque elas se opõem às nossas tradições, opiniões, ou estilos de vida.


Renato Vargens

4.19.2016

SE CRERES VERÁS A GLÓRIA DE DEUS!




EU CREIO em um DEUS todo poderoso. Eu creio em um Deus onisciente, onipotente e onipresente. Eu creio que a oração de um justo, de um filho de Deus, eleito, chamado, escolhido, pode muito em seus efeitos! Eu creio que a oração pode barrar a ação do mal, pode impedir e frustrar os planos do diabo.

Eu creio que enquanto estou falando com DEUS, Ele está ouvindo! Eu creio que Ele me ama, eu creio que o sangue do Seu filho JESUS pagou por todos os meus pecados. Eu creio que sou salvo e que estarei eternamente com DEUS quando for a hora.

Eu creio que DEUS pode mudar qualquer situação. Eu creio que ELE pode restaurar, restituir, curar, livrar do mal.  Sim. Ele é o DEUS do impossível! Ele te perdoa, te livra do perigo, te cura de doenças físicas, mentais, espirituais. Ele te dá paz, alegria e ânimo. Ele te fortalece!

Eu creio em um DEUS que pode levantar o homem. Em um DEUS que pode dar forças. Eu creio em um DEUS que me fornece energia. Que clareia meus pensamentos, que acalma meu coração e que me prepara para qualquer situação.

Eu creio em um DEUS que vai onde eu não posso ir, que faz o que não posso fazer, que peleja por mim. Creio num DEUS que me arranca o medo, a angústia, que me tira da aflição. Creio na proteção divina contra toda feitiçaria, contra todo mal investido contra nós, pois Ele é o nosso escudo, nossa rocha, fortaleza, castelo forte, alto refúgio.

Acredito que assim como um pai quer o melhor para os seus filhos, assim DEUS é conosco. Ele nos livra de toda dor, de toda maldição, e o sangue de JESUS purifica todo e qualquer pecado.


RM


"Acredito em JESUS CRISTO, acredito em DEUS o PAI, acredito no SANTO ESPÍRITO, e que vida nova traz!"


Igual a Ti não há outro
É impossivel
Onde está quem o possa confrontar?
Invencível

Abriu o mar, parou o sol
E o universo com Ele insiste em brilhar
E se a noite me alcançar
Me lembrarei

Deus é mais forte que a morte
Ele vive pra sempre
Com Ele eu vou reinar
Eu quero viver
Eu só vou viver
Se for para Ele, por Ele

O Teu amor me fez novo
Oh, Rei da glória
Onde está o que possa de Ti me separar
Não há nada
Não há nada
Não há nada, não!

[LIVRES]










3.02.2016

Sim, você é pastor!



Talvez você não seja o pastor da sua igreja, da comunidade evangélica que frequenta. Mas isso não o exime de responsabilidade.
Você é o pastor da sua casa. Você é o pastor da sua família. Você é o pastor da sua sala na faculdade, você é o pastor aí no seu escritório, na sua empresa. Seu púlpito é aí onde você passa a maior parte do dia. Seu altar é aí onde Deus te colocou. Pessoas ao seu redor precisam ver Deus na sua vida. Através do seu exemplo, do seu caráter. Pessoas que moram com você, que estudam com você, que trabalham com você, que convivem com você, tem problemas existenciais, problemas de saúde, toda sorte de problemas. E elas precisam de aconselhamento. Esteja pronto para aconselhá-las, orar, interceder por essas vidas. Pela conversão, pela saúde, pelo entendimento do Evangelho, pela salvação delas.

Deus te escolheu, Deus te chamou para um propósito. Seja luz no mundo, seja o sal da terra, seja diferente sim. Você é um evangelista, um missionário no “campo”que está. Prepare-se. Estude a Palavra de Deus para que atue como um bom embaixador do Reino dos Céus. Não se prenda a interpretações particulares dessa ou daquela denominação, espalhe AMOR, ESPERANÇA, FÉ.

Seja bênção na vida de outras pessoas. Não envergonhe o evangelho, seja sábio, cuidado com o que fala, com o que faz. Sua vida é a Bíblia que eles lêem. Se te mostrares fraco no dia da tua própria provação, quão pequena será tua força! Pelo contrário, apresente ao mundo um Deus de graça e misericórdia, um Deus justo e amoroso.

RM  


2.05.2016

O Espiritismo é Cristão?

ESTUDO

O Espiritismo é Cristão?

Autor: Pastor Airton Evangelista da Costa


O espiritismo fala em “evangelizar”, em “consciência cristã”, em “espiritismo cristão”. Para sabermos se o espiritismo é ou não cristão, nada melhor do que fazermos o confronto de suas doutrinas com as do cristianismo.

Vejamos o que é ser cristão.

(1) “Cristão [do gr. Christhos, messias] – Aquele que vive de conformidade com os ensinamentos de Cristo. Não basta crer em Cristo para ser cristão; é necessário, antes de tudo, executar os mandamentos deixados por Ele. Os melhores cristãos são os que se parecem com Cristo. Foi em Antioquia que os seguidores de Cristo passaram a ser conhecidos como cristãos - At 11.26” (Dicionário Teológico, Claudionor C. de Andrade). (2) “Cristão [Do lat. Chrstianu] – Do, ou relativo ou pertencente ao cristianismo. Que o professa. Aquele que professa o cristianismo, que é sectário dele” (Dicionário Aurélio). “Cristão– Seguidor de Cristo - At 11.26” (Dicionário da Bible Online).

Em síntese, ser cristão é crer que Jesus é o Filho de Deus, o Verbo que estava no princípio com Deus e que era Deus, e que se fez homem e habitou entre nós (Jo 1.1,2,14; 3.18); é ser obediente aos Seus mandamentos (Jo 14.21); é ensinar o Evangelho que Ele nos ensinou (Mt 28.19-20); é crer que a Bíblia registra com fidelidade o Seu Evangelho (Jo 14.26); é crer que a Bíblia é a única regra de fé e prática (Jo 17.17; Rm 10.17; 2 Tm 3.16-17).

Escolhemos para análise comparativa os seguintes temas: a divindade de Jesus; Sua ressurreição; Suas aparições; Seu corpo; A Bíblia Sagrada, O Espírito Santo, o Juízo Final, a volta de Cristo e o arrebatamento da Igreja.

A Divindade de Jesus

O que ensina o cristianismo:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. O Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1.1,14). “Quem me vê a mim, vê o Pai” (Jo 14.9; cf. Jo 8.19). “Eu e o Pai somos um. Sendo homem, te fazes Deus a ti mesmo” (Jo 10.30-33). “Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8.58). “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16; cf Mt 14.33; Lc 1.35; Jo 1.49). O título `O Filho de Deus´, não recusado por Jesus, designa uma relação eterna entre o Filho e o Pai na Deidade. O Verbo, isto é, o Filho, estava com Deus no princípio e era Deus. “Ele é considerado `Filho´, não porque em certo tempo começou a derivar Seu ser do Pai (em tal caso, Ele não poderia ser coeterno com o Pai), mas porque Ele é e sempre foi a expressão do que o Pai é (cf. Jo 14.9). As palavras em Hebreus 1.3: `O qual [Jesus], sendo o resplendor da sua glória [de Deus], e a expressa imagem da sua pessoa [de Deus], são definições do que significa Filho de Deus” (Notes on Galatians, de Hogg e Vine, pp.99,100, citado pelo Dicionário VINE).

O que ensina o espiritismo:
“Esta passagem dos Evangelhos [Jo 1.1,14] é a única que, à primeira vista, parece encerrar implicitamente uma idéia de identificação entre Deus e a pessoa de Jesus. Não exprimem senão uma opinião pessoal [de João]. Jesus pode, pois, estar encarregado de transmitir a palavra de Deus sem ser Deus” (Obras Póstumas, Alan Kardec, 1993, 1a edição, p. 145 e 146).

Apresentamos acima apenas algumas passagens em que a divindade de Jesus está explícita ou implícita. Há outras em que Ele perdoa pecados e garante a salvação (Lc 23.43), aceita a adoração que somente a Deus é devida (Mt 4.10; 8.2; 14.33; Jo 9.35-39), não recusa ser chamado de Deus (Jo 20.27-29), e diz que tem direito à mesma honra que é prestada a Deus (Jo 5.23-24). Qual a prova de que o que o apóstolo João escreveu foi apenas opinião pessoal? Todos os quatro evangelistas deram opiniões pessoais, sem valor? Não. A Bíblia é a palavra de Deus, e foi escrita sob inspiração divina (1 Jo 1.1-3). A sinceridade e a verdade de suas palavras decorrem da condição testemunhas oculares. Não emitiram apenas uma opinião pessoal. Eles acompanharam o Mestre em todo o Seu ministério, do início da pregação do Evangelho até Sua ascensão. Pedro é incisivo: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2 Pe 1.16). Os apóstolos não defenderam teses; falaram de fatos reais por eles presenciados.

A Ressurreição de Jesus

O que ensina o cristianismo:
“Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia” (Mt 26.32; Mc 14.28 = Jesus). “E o entregarão [o Filho do homem] aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará” (Mt 20.19 = Jesus). “Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (Jo 2.19 = Jesus). “Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso” (Jo 2.22). “Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Mt 16.21). “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos” (Mt 28.6-7). “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos” (Rm 14.9). Vejam o que o Apóstolo diz: “E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Co 15.4); “Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos...por Tiago, por todos os apóstolos, por mim” (vv.6,7,8). Em tom de repreensão, prossegue: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também vã a nossa fé...mas de fato Cristo ressuscitou entre os mortos e foi feito primícias dos que dormem” (vv.12-20). O significado de ressuscitar: “Fazer voltar à vida. Tornar a viver, após ter morrido” (Mini Dicionário Aurélio).

O que ensina o espiritismo:
“A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição.... Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama de reencarnação. A ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos” (O Evangelho Segundo o Espiritismo (E.S.E.), Allan Kardec, cap. IV, item 4).

Os fatos comprovam que Jesus ressurgiu dos mortos, ou seja, ressuscitou corporalmente, voltou a viver. Se os discípulos tinham alguma dúvida sobre o assunto, após a ressurreição de Jesus tudo ficou esclarecido. A partir daí, passaram anunciar, não o Cristo morto, mas o Cristo vivo: “Aos quais também [aos apóstolos], depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus” (At 1.3). Esses homens falaram com a inquestionável autoridade de quem viu, ouviu e tocou: “O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos...” (1 Jo 1.1,3).

As Aparições de Jesus

O que ensina o cristianismo:
“E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E Jesus lhes disse: Por que estais perturbados e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel. O que Ele tomou, e comeu diante deles” (Lc 24.37-43). “Jesus disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20.27).

O que ensina o espiritismo:
“As aparições de Jesus depois de sua morte são narradas por todos os evangelistas com detalhes circunstanciados que não permitem duvidar da realidade do fato. Aliás, elas se explicam perfeitamente pelas leis fluídicas e pelas propriedades do perispírito, e nada apresentam de anômalo... Reconhece-se nelas [nas aparições] todos os caracteres de um ser fluídico. Aparece inopinadamente e desaparece da mesma forma; é visto por uns e por outros sob aparência, que não o fazem reconhecido, nem mesmo por seus discípulos. Sua linguagem não tem a vivacidade de um ser corporal; tem o tom breve e sentencioso... Jesus mostrou-se, pois, com seu corpo perispiritual, o que explica não ter sido visto por aqueles a quem desejava mostrar-se; se estivesse em seu corpo carnal, teria sido visto por todos, como quando era vivo” (A Gênese, Allan Kardec, 14a edição, 1985, cap XV-61, p. 300/301).
“Depois de sua ressurreição, quando ele quis deixar a Terra, não morre; seu corpo se eleva, se desvanece e desaparece sem deixar nenhum sinal, prova evidente de que esse corpo era de outra natureza que não aquele que pereceu sobre a cruz; de onde será forçoso concluir que se Jesus pôde morrer, é que tinha corpo carnal” (Ibidem, p. 303-304).

Não ficou bem clara a posição de Allan Kardec a respeito do corpo carnal de Jesus. Se o corpo ressurreto “era de outra natureza”, isto é, diferente do que foi crucificado, é forçoso perguntarmos onde foi parar o corpo carnal. Ora, o próprio autor da tese espírita declara que Jesus “tinha corpo carnal”. Eis suas explicações:

“O desaparecimento do corpo de Jesus após sua morte foi objeto de numerosos comentários... Uns viram neste desaparecimento um fato milagroso; outros supuseram uma remoção clandestina. Segundo outra opinião, Jesus não teria jamais revestido um corpo carnal, mas somente um corpo fluídico...e dizem que assim se explica que seu corpo, retornado ao estado fluídico, pôde desaparecer do sepulcro, e foi com este mesmo corpo que ele se teria mostrado depois de sua morte. Sem dúvida, um fato destes não é radicalmente impossível...A questão é, pois, de saber se tal hipótese é admissível, se ela é confirmada ou contraditada pelos fatos” (Ibidem, cap XV-64, p.302-303).

Após mostrar-se simpatizante da idéia segunda a qual Jesus nunca teve um corpo carnal – “sem dúvida, um fato destes não é radicalmente impossível” - , o autor de A Gênese conclui que “Jesus teve, pois, como todos, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é confirmado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que assinalaram sua vida” (Ibidem, cap XV-66, p. 304).

Analisemos:

O espiritismo afirma que Jesus não foi reconhecido e não foi visto em suas aparições por tratar-se de um “ser fluídico”. O que diz o cristianismo:

“Abriram-se-lhes os olhos [de dois discípulos a caminho de Emaús], e o conheceram...” (Lc 24.31). Jesus, aos onze discípulos: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39). Jesus não se declara como um “ser fluídico”, um perispírito ou um fantasma. Jesus foi reconhecido por Maria Madalena (Jo 20.16); reconhecido por Tomé: “Porque me viste, Tomé, creste” (Jo 20.27-29); reconhecido por alguns discípulos junto ao mar de Tiberíades: “E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor” (Jo 21.12); e “foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos...” (1 Co 15.6).

O espiritismo diz que a linguagem de Jesus, nas aparições, “não tem a vivacidade de um ser corporal; tem o tom breve e sentencioso...”. O que diz o cristianismo:

Jesus conversou demoradamente com os dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24.15-31), com seus discípulos (Lc 24.36-51), com sete discípulos que estavam pescando, ocasião em que deu várias orientações a Pedro (Jo 21.1-23). Em nenhuma hipótese podemos considerar que não houve vivacidade nas palavras de Jesus, ou que seu tom fora breve e sentencioso.

O espiritismo diz que Jesus mostrou-se com o seu “corpo perispiritual”. O próprio Jesus responde: “Espírito [ou perispírito] não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39).

O Corpo de Jesus

O que teria acontecido com o corpo carnal de Jesus? O espiritismo afirma que ele tinha um corpo carnal e um corpo fluídico, como todos os homens têm. Entendo que isto seja traduzido como corpo e espírito. O espírito, na Sua morte, foi entregue ao Pai (Lc 23.46). O Seu corpo foi guardado no sepulcro (Lc 23.53). O espiritismo não firma uma posição sobre o assunto. Apenas informa que o “desaparecimento do corpo de Jesus após sua morte foi objeto de numerosos comentários”; que os evangelistas declaram que o corpo não foi encontrado no sepulcro; que uns viram nisso um fato milagroso; outros supuseram uma remoção clandestina (A Gênese, cap. XV-64, p. 302).

O cristianismo afirma que o corpo de Jesus foi muito bem guardado por soldados fortemente armados, e a entrada do sepulcro foi fechada com uma pedra que recebeu o selo imperial romano (Mt 27.64-66). Por se tratar de algo completamente fora de cogitação, não prosperou a mentira dos judeus sobre o furto do corpo (Mt 28.11-15). A resposta para o “desaparecimento” do corpo é simples: (1) “Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Mt 16.21); (2) O Filho do homem “ressuscitará ao terceiro dia” (Mt 20.19; Lc 9.22). A ressurreição corporal de Jesus é a essência do cristianismo. Por fim, ouçamos o apóstolo Paulo:
“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi; que Cristo foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos... Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos. E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também vã a nossa fé. Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Co 15.3-20).

A Bíblia Sagrada

O que ensina o cristianismo:
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17 = Jesus). “Eles [os irmãos do rico que estava em tormentos] têm Moisés e os profetas; ouçam-nos” (Lc 16.29 = Jesus). Jesus validou o Pentateuco e os Livros Proféticos. “Não penseis que vim destruir a Lei ou os profetas; eu não vim destruir, mas cumprir; nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.17,18). “Toda a Escritura divinamente é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-NVI). Paulo está dizendo que a Bíblia é o padrão para nossa vida cristã, nossa bússola, nossa regra de fé. “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29 = Jesus). Para o cristão é fundamental conhecer a Bíblia. O Apóstolo não deixa por menos: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15).

O que ensina o espiritismo:
“Diremos, pois, que a Doutrina Espírita, ou o Espiritismo, tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos, ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas ou, se se quiser, os espiritistas. O Livro dos Espíritos contém especialmente a doutrina ou teoria do espiritismo que, num sentido geral, pertence à escola espiritualista, da qual apresenta uma das fases” (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, 1997, Introdução, p. 11).

Allan Kardec está ensinando que os adeptos do espiritismo deverão ser chamados “espíritas” ou “espiritistas”, e que a doutrina espírita está contida em O Livro dos Espíritos, isto é, não está na Bíblia. Continua Kardec:

“Muitos pontos dos Evangelhos, da Bíblia e dos autores sacros em geral são ininteligíveis, parecendo alguns até disparatados, por falta da chave que faculte se lhes aprenda o verdadeiro sentido. Essa chave está completa no Espiritismo... As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho” (E.S.E. introdução, 90a edição, p. 27,28).

A prática do Evangelho via pregação do espiritismo é inteiramente inviável, como se vê no confronto das duas doutrinas. A “chave” para facilitar o entendimento dos evangelhos teria chegado com um atraso de muitos séculos. As Boas Novas foram trazidas pelo Verbo encarnado, e a Igreja recebeu a missão de dar prosseguimento à obra (Mt 4.23; Mt 11.5; 24.14; 26.13; Mc 16.15). O Apóstolo advertiu os gálatas das investidas dos que “querem transtornar o evangelho de Cristo”. Não usa de meias palavras: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, que seja amaldiçoado. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.7,8,12). O esclarecimento do evangelho não teve início nos tempos modernos através dos “espíritos”. Paulo começou a ensiná-lo e a esclarecê-lo há quase dois mil anos. Até hoje as cartas paulinas são orientação segura para cristãos do mundo inteiro. A Bíblia foi escrita por homens tementes a Deus e conscientes de suas responsabilidades:

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder... falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério... Deus no-las revelou [as coisas ocultas] pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas... falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando coisas espirituais com as espirituais” (1 Co 2.4,7,10,13). E prossegue, respondendo aos incrédulos: “Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (2 Co 2.17).

Jesus comissionou seus apóstolos como mestres, considerados por Ele capazes de dar continuidade ao ensino do evangelho: “Ide...ensinando...e eis que estou convosco” (Mt 28.19-20). Os apóstolos receberiam o auxílio sobrenatural do Espírito Santo. “O Espírito Santo vos ensinará todas as coisas”, vos guiará em toda a verdade” (Jo 14.26, 16.13). Não a verdade científica ou filosófica, mas toda a verdade de Cristo. Não confundamos Espírito Santo com espíritos desencarnados. O ensino do evangelho puro começou a ser ensinado pelos discípulos logo após a ascensão de Jesus (At 2.14). Portanto, não foi uma legião de espíritos que surgiu em socorro aos discípulos para que melhor entendessem o evangelho.

O Espírito Santo

O que ensina o cristianismo:
“E rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16). A palavra “outro”, traduzida do grego “allon”, significa “outro da mesma espécie”; e “consolador”, do grego “parakletos”, tem o sentido de “alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar”. Jesus explica quem é o Consolador: “Aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). O Espírito Santo é o que nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).
O Consolador é o Espírito de Juízo (Is 4.4); Espírito de Sabedoria, de Conselho, de Inteligência, de Poder (Is 11.2); Espírito do Senhor (Is 61.1); Espírito de Deus (Mt 3.16); o Espírito da Verdade (Jo 14.17); Espírito de Santidade (Rm 1.4); Espírito de Vida (Rm 8.32); Espírito do Filho (Gl 4.6); Espírito Eterno (Hb 9.14); Espírito de Graça (Zc 12.10). o Espírito da Profecia (Ap 19.10). Seus atributos são os mesmos da Divindade: eternidade (Hb 9.14); onipresença (Sl 139.7-10); onipotência (Lc 1.35); onisciência (1 Co 2.10).

O que ensina o espiritismo:
“Jesus promete outro Consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito... O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei: ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas... O Espiritismo vem trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra... Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança” (E.S.E., cap. VI, itens 3 e 4, p. 134-135).

No particular, a palavra do espiritismo destoa totalmente do ensino de Jesus. Se fôssemos esperar o ensino espírita para podermos compreender o que Jesus nos revelou, teríamos perdido dezenove séculos, levando em conta que O Livro dos Espíritos foi publicado em 1857.

O Juízo Final

O que ensina o cristianismo:
“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27). Esta palavra é uma pedra no caminho da reencarnação porque contesta a teoria de muitas mortes e muitos nascimentos e assegura que após a morte segue-se o juízo. (2) “O Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o Dia do Juízo” (2 Pe 2.9). (3) “Uma certa expectação horrível de juízo” (Hb 10.27). (4) “Para a ressurreição da condenação” (Jo 5.29). (5) “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo” (Mt 12.36 = Jesus). (6) “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo” (2 Co 5.10) (7) “E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Ap 20.12). No final dos tempos, os ímpios ressuscitarão e serão condenados ao castigo eterno (Jo 5.29; Ap 20.5). “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida [do Cordeiro] foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.15; 13.8). A salvação ocorre pela graça, mediante a fé na Pessoa do Senhor Jesus Cristo (Ef 2.8-9, cf. Jo 3.18 e Rm 10.9).

O que ensina o espiritismo:
“A doutrina de um julgamento final, único e universal, que coloca fim a toda a humanidade, repugna à razão, no sentido em que ela implicaria a inatividade de Deus durante a eternidade que precedeu a criação da Terra, e a eternidade que se seguirá à sua destruição; Não há, pois, falando corretamente, julgamento final, mas há julgamentos gerais, em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos...” (A Gênese, cap. XVII-64, 67, p. 342-343). “Deus dá ao homem oportunidade nas novas existências, a fim de reparar os erros passados” (O Livro dos Espíritos, quesito 964, p.318). “O fim da reencarnação é o melhoramento progressivo da Humanidade” (Ibidem, quesito 167). “As encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porque o progresso é quase infinito”; “Depois da última encarnação, o Espírito se torna feliz, e é considerado um Espírito puro” (Ibidem, quesitos 169 e 170, p. 94/95).

O Juízo Final não significa extermínio da humanidade. Deus é Deus dos vivos. O espiritismo não considera a verdade bíblica da ressurreição. Ora, como Jesus disse, os salvos ressuscitarão para viverem eternamente com Deus (Jo 5.29). Como vimos, ao ensinar que todos terão a mesma oportunidade de atingir a perfeição, o espiritismo nega a realidade bíblica do Juízo Final. Vale lembrar as palavras do Mestre, em oposição a tal ensino: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).

A Volta de Cristo e o Arrebatamento da Igreja

O que ensina o cristianismo:
O cristianismo ensina que o Senhor Jesus voltará para buscar a sua Igreja, a partir do que terão início os demais acontecimentos escatológicos que culminarão com o Juízo Final. Jesus nos garantiu: "E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também" (Jo 14.3). "Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós" (Jo 14.18). "Aquele que testifica estas coisas diz: certamente, cedo venho" (Ap 22.20). Palavras de dois anjos: "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir" (At 1.11). Jesus fala do arrebatamento: "E ele enviará os seus anjos, com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos..."(Mt 24.31; cf. 1 Ts 4.13-18).

O que ensina o espiritismo:

“Jesus anuncia seu segundo advento [a Sua volta], mas não diz que virá sobre a terra com um corpo carnal, nem que o Consolador será personificado nele” (A Gênese, cap. XVII-45, p.334). “Este quadro [Mt 24.15-22; 6-8; 11-14; 29-34; 37-38] do fim dos tempos é evidentemente alegórico como a maior parte dos que Jesus apresenta. As imagens que ele contém são, por sua energia, de molde a impressionar as inteligências ainda subdesenvolvidas. O Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com grande majestade, rodeado de seus anjos e com o ruído das trombetas, lhes parecia muito mais imponente que um ser investido apenas de poder moral” (Ibidem, XVII-54, p. 338).


No entender de Kardec, Jesus foi a “segunda revelação de Deus” (E.S.E., cap I-6, p. 59) e que veio em missão divina nos ensinar a elevada moral evangélica. Logo, Suas palavras têm uma significativa importância para o espiritismo. Deveriam ter, pois a Sua promessa de retornar é inconfundível. A Sua vinda e o conseqüente “resgate” dos seus são promessas bastante claras: “Eu virei outra vez e vos levarei para mim mesmo”. As vezes em que Jesus falou em parábolas foi para transmitir através delas uma realidade espiritual, e não uma inverdade. O arrebatamento da igreja, incompatível com a teoria da reencarnação, não é uma palavra figurativa. Jesus levaria para Si pessoas que ainda não completaram o ciclo de encarnações? Como ficariam na vinda de Jesus os espíritos ainda sujeitos a novas vidas corpóreas para expungir suas impurezas? A verdade do cristianismo é que os que morreram em Cristo estão salvos; não dependem de sacrifícios pós-morte (Lc 16.22; cf. 1 Ts 4.16-17).
Jesus possui “apenas poder moral” e por isso teria criado um quadro majestoso, imaginário e irreal de Seu retorno? Vamos ver se o Seu poder é assim limitado: Ele andou sobre as águas; transformou água em vinho; curou leprosos, cegos e paralíticos; perdoou pecados; multiplicou pães e peixes; expulsou demônios; predisse sua própria ressurreição ao terceiro dia, e ainda afirmou que “todo o poder me é dado no céu e na terra” (Mt 28.18).



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1.27.2016

Série NEOLOGISMOS


67) “Vamos à casa do Senhor” ou “Reverência na casa de Deus!”

A palavra “casa”, em qualquer língua, tem pelo menos dois significados: (1) “construção para residência” e (2) sinônimo de “família”, “lar”. Sendo assim, o que significa “casa de Deus”? A “construção” onde Deus mora? O “edifício” que serve de “lar” para Deus? Que tipo de “casa” seria adequada para Deus morar? Bem, todos os deuses da história têm suas casas, com seus altares e locais sagrados.

No caso do cristianismo, esse negócio de casa de Deus tem uma longa história… Começa com o “paraíso”, o “lar” do primeiro casal, passa pela “tenda” no deserto e pelo “templo” de Salomão — o de Jerusalém, claro! Aliás, aquele magnífico templo foi ideia dos homens e não de Deus! Mas nunca deu muito certo! O templo logo se tornou lugar de idolatria e de injustiça! Acabou sendo destruído junto com o reino dos judeus…

Mas, séculos depois, quando Jesus andou por Jerusalém, o templo havia sido reconstruído e reformado… estava chique de novo… e cheio de pecado de novo! Jesus nunca se impressionou com o templo: “Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada!” Triste fim para a casa feita para o Deus dos judeus…

Mas a história não termina aí… De fato, Jesus inaugurou um novo tipo de religião, sem templos e sem lugares sagrados. Ele disse claramente: “Destruam esse templo e em três dias eu o reconstruirei!” Claro que os judeus não entenderam nada e até o condenaram por atentar contra o templo. Ele, porém, estava se referindo à sua morte e ressurreição! Depois do que Cristo fez, as próprias pessoas poderiam ser habitação de Deus, ou seja, “templos” ambulantes! E é claro que pouquíssimas pessoas entendem isso… E até o condenam por essa ousadia!

Perguntas que não querem calar: Se as pessoas são “templos” ambulantes para o Deus de Jesus, para que serve o templo de Salomão do bispo Macedo (e todos os outros)? Se as pessoas de fato acreditassem que Deus mora no coração dos que o amam, não tratariam as pessoas com mais reverência do que tratam os prédios onde se reúnem para culto?

...

68) Interjeições oriundas da linguagem religiosa (em ordem alfabética):

“Adeus”: palavra de despedida, derivada de frases como “entrego-te a Deus!”.

“Afff”: interjeição de espanto e admiração, derivada de “ave” (“salve”) como na reza “Ave Maria, cheia de graça…”

“Aleluia”: interjeição de alívio, equivalente a “até que enfim…”, é palavra dos Salmos e significa “Louvai a Iavé” ou “Iavé seja louvado”.

“Ao Deus dará”: expressão que significa “entregue à sorte”, “entregue ao abandono”. Segundo consta, era a resposta que davam aos mendigos: “Uma esmola pelo amor de Deus”. Diziam: “Deus dará!”.

“Credo!”: interjeição de repulsa, nojo, é a primeira palavra do Credo Apostólico em latim: “Credo in Deum Patrem omnipotentem…”. Em português: “Creio em Deus Pai Todo-Poderoso…”

“Cruz credo!”: interjeição de espanto, medo, repulsa, derivada da frase latina “Crux credo”, dita ao fazer o sinal da cruz, e significa “creio na cruz”.

“Nossa!” (e suas variantes Nó!“,“Nooooooh!”, “Nossss”, “Nó Senhora!” “Sá’sinhora!”): interjeição de admiração, vem da invocação “Nossa Senhora!”

“Oxalá”: do árabe “in shá Alláh”, expressão muçulmana que significa “Queira Deus!”

“Vixe” (ou “Virge”, ou “Ixe”): interjeição de espanto e admiração, também vem da invocação “Virgem Maria!”.

...

69) Meu “pai na fé”! Meu “filho na fé”! Quantos “filhos espirituais” você tem?

Ora, na família de Deus há apenas um Pai e todos os homens e mulheres dessa família são irmãos e irmãs. Mas, de tempos em tempos, os cristãos esquecem que tipo de família são… e então criam outros graus de parentesco, dizendo “fulano é meu ‘pai’ na fé”, ou “fulana é minha ‘filha’ na fé”.

São frases muito comuns, mas estranhas e, portanto, “neologísticas”! Afinal Deus não tem “netos”, né não! Os discípulo do Novo Testamento não chamavam a ninguém de “pai” ou de filho, a não ser afetivamente! Nunca “espiritualmente”! A propósito, Jesus disse expressamente: “A ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o que está nos céus… e todos vós sois irmãos!” (Mateus 23.8,9). O único que pode ser chamado “Pai” é aquele que gera, portanto, o próprio Deus. João diz que os filhos de Deus não nascem por vontade humana, mas divina (Jo 1.12).

Logo, nessa família de Deus, a única tarefa que os filhos de Deus podem assumir em relação aos outros é aquela de irmãos mais velhos que ajudam os mais novos. Quando um cristão compartilha a fé com outra pessoa, ele jamais deve assumir o papel de “pai espiritual”, mas de “irmão”, de “companheiro” de caminhada. Assim se garante que a fé cristã seja uma fé de emancipação e não de menoridade permanente. Assim, se “re”-estabelece a igualdade e a solidariedade entre as pessoas e se afirma apenas Um acima delas: “o Pai de todos nós que está do céu”.

Pergunta que não quer calar: Dá para crescer e assumir a plena estatura cristã? Dá para ajudar os irmãos a saírem da menoridade?

...

70) “Conhecer as estratégias do Demo!”

A palavra “estratégia” é de origem militar. Deriva do latim “stratego” — composta de “strato”[exército] + “ago”[conduzo] — como era chamado o oficial militar responsável pelas manobras (“estratagemas”) das legiões romanas em campo. Daí resultou o sentido de planejamento do uso dos recursos disponíveis numa certa situação, luta, esporte, etc.

Sim, em qualquer disputa é necessário conhecer o estilo ou as estratégias do adversário. Por exemplo, um lutador estuda o estilo de luta do seu oponente. Um técnico de futebol estuda as técnicas de jogo do time adversário, etc. Daí se conclui que o cristão deve conhecer bem as estratégias do Demo, o arqui-inimigo da fé. Certo? Errado!

Essa não é a lógica da fé cristã, mas um neologismo dos adeptos da “batalha espiritual”! Por isso, há crentes entrevistando demônios, pesquisando nomes de demônios, estilo de jogo dos demônios, técnicas de batalha espiritual, etc… são especialistas em demonologia!

Interessante… a palavra “estratégia” nunca é usada na Bíblia. As palavras mais próximas são “cilada” (Ef. 6.12; do gr., methodeia, de onde tiramos a palavra método”, que significa literalmente “caminho para”) e “laço” (1Tm 3.7 e 2Tm 2.26, do gr., pagis). Nesses casos, admite-se os perigos espirituais contra a fé, mas a ênfase é colocada na vigilância, no conhecimento da verdade e na prática perseverante das virtudes cristãs. O cristão é exortado a vigiar contra as “ciladas” e os “laços” do “Demo” e não a estudá-los.

Como se faz isso? Talvez a analogia correta aqui não seja a da guerra, da luta ou do jogo, mas a do dinheiro falso: é necessário conhecer bem as características do dinheiro verdadeiro e não as do falso, pois quem conhece bem o verdadeiro, facilmente identificará o que é falso. A verdade é o critério para denunciar a mentira.

Perguntas que não querem calar: Em vez de ficar estudando o Demo, que tal conhecer a Deus? Em vez de estudar a mentira, que tal praticar zelosamente a verdade?

...

71) “Eu tenho a marca da promessa!”

Neologismos procriam como coelhos!!!

Promessa agora tem marca? Tem grife? Vamos por partes:

“Marca” vem do germânico “marka”, do inglês “mark” e seu significado original é “margem”, delimite, fronteira. Depois evoluiu para o significado que tem hoje, de signo, sinal. No Novo Testamento, a palavra grega traduzida como “marca” é “charagma” que significa “imprimir”, “gravar” um sinal usando instrumento de uma ponta fina, como quem insculpe em madeira, por exemplo.

Já a palavra “promessa” (prometer) é latina e composta de ‘pro’ + ‘mettere’. O prefixo ‘pro’ significa “para frente” ou “em favor” e o verbo ‘mettere’ significa “enviar”, “lançar”, da qual também tiramos a palavra “missão”. Portanto, o significado próprio de “promessa” é “palavra que se diz antes de ir”, “palavra à frente (ou antes) do ato”, ou ainda “palavra com garantia de futuro cumprimento”.

Juntando “marca” e “promessa”, o que temos? As margens da promessa? Ou “compromisso” de Deus insculpido na ‘testa’ dos cristãos? A propósito, na Bíblia, a palavra “marca” é usada exclusivamente no contexto do reino da “besta”, que, esta sim, marcará seus súditos com “charagmas” na mão e na testa. Mas a Bíblia nunca diz que Deus marca seus filhos.

Quanto às “promessas” de Deus, elas não têm necessidade de “marcas”, porque estão firmadas no caráter de Deus e afiançadas apenas por Ele. Justamente por isso, são “palavras com garantia de cumprimento futuro”.

Pergunta que não quer calar: vai crer ou quer uma marca como garantia?

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72) “Rebelde!”

A palavra “rebelde” é formada por “re”+ “bellum”, que forma a nossa palavra “bélico” (ref. à “guerra”). Por sua vez, “bellum” vem de “duelo”, que é um conflito entre duas partes opostas. Portanto, “rebelde” (“rebeldia”, “rebelião”) pressupõe conflito entre duas vontades ou “recusa de obediência” à autoridade.

O NT condena a rebeldia contra Deus. Não fala de rebeldia contra homens, talvez porque eles não tenham exigido obediência à si mesmos, mas a Deus. Quando o NT fala em desobediência, o sentido é sinônimo de incredulidade, ou seja, falta de fé na palavra de Deus. Então por que “rebelde” é um neologismo? Porque a palavra está sendo usada (e abusada) para impor o dever de obediência indiscriminada a pessoas que arrogam para si a autoridade de Deus. Como a “obediência” é uma virtude cristã, os “guias” religiosos buscam canalizar para si a obediência devida a Deus e, para tanto, invocam contra os “rebeldes” todas as ameaças do “mármore do inferno”…

Para esclarecer de uma vez por todas: na fé cristã, há apenas um degrau e esse já está plenamente ocupado: por Deus! Ele é o único que pode requerer obediência. Todos os irmãos de fé são iguais em dignidade, por isso só podem manter relacionamentos de mutualidade. Isso quer dizer que ninguém pode impor sua palavra sobre seus pares. O máximo que podem fazer é indicar o caminho e deixar o outro livre para reconhecer a razoabilidade da indicação. Na fé cristã, apenas pessoas livres podem se sujeitar umas às outras para amar e servir.

Como disse o apóstolo Paulo, às vezes será necessário rebelar-se contra homens para obedecer a Cristo! (Gálatas 1.10).

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73) “Pastor ordenado” ou “Você já foi ordenado?”

Ordenado? Ordenar? Ordem? “Pastor ordenado” não tem nada a ver com o “ordenado do pastor”… rsrsrsrs, mas com “receber as ordens” do ministério pastoral. Mas o que significa isso?

Bem, a palavra “ordem” vem do latim “ordo”, que vem de “urdir”, que significa “tecer os fios” no tear. Dessa ideia nos veio a palavra “ordem”, que quer dizer “arrumar”, “arranjar”, “por em sequência” e por aí.

No sentido religioso, as “ordens” são tão importantes que se tornaram um dos sete sacramentos da igreja católica. Um sacerdote católico é alguém que recebeu as “ordens” e, portanto, tem poder para praticar certos ofícios. No meio protestante-evangélico, não há a ideia de ministério como “sacramento”, mas a palavra “ordenar” foi preservada. Portanto, ela continua fazendo, indevidamente, diferença entre “clero” e “leigo”. Uns são “ordenados”, outros não. Uns são protagonistas, outros figurantes. E onde há “ordenados”, há “sub-ordinados”! E onde há “subordinados” não está o reino de Deus.

Bem, pra começo de conversa, a Bíblia nunca usa as palavras “ordens” ou “ordenar” no sentido neo-religioso de atribuir a alguém o sacerdócio. A propósito, o NT nem usa a palavra sacerdócio para pessoas individuais, mas apenas para todo o povo de Deus (logo, todos são ordenados??? Ordenados a servir e amar???).

Portanto, “ordens” ou “ordenação” é um neologismo!

Neste caso é preferível usar outro termo: “consagrar” ao ministério pastoral, porque a palavra “consagrar” tem o sentido de “dedicação a” ou de “separado para”. Mas, principalmente, a palavra “consagrar” é preferível porque pode ser aplicada a todos os discípulos de Cristo (portanto, não cria “degraus”).

E onde não há degraus de poder aí está o reino de Deus.

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74) “A palavra de ordem é: Multiplicação!”

“Multiplicação” também é neologismo? Vejamos:

É verdade que a Bíblia fala muito de “multiplicação”. No Antigo Testamento, a palavra ocorre principalmente em dois contextos: como crescimento vegetativo e demográfico de pessoas e animais — “multipliquem-se!” — e no aumento da iniquidade: os pecados também se multiplicam!

No Novo Testamento, há também dois casos principais de “multiplicação”: o crescimento da igreja e o das virtudes e da graça de Deus. Há um caso famoso de “multiplicação” — o milagre da multiplicação dos pães — mas, na verdade, a palavra aparece apenas no título, não no texto do Novo Testamento.

Hoje, quando os religiosos falam de “multiplicação”, o que se tem em mente é a “multiplicação de membros da igreja”. Ora, se o NT fala em “multiplicação da igreja”, então, por que agora “multiplicação” é um neologismo religioso?

Simples: No NT, a igreja se multiplicava como “resultado” natural de uma vivência saudável. De fato, a igreja primitiva cresceu de modo explosivo, mas não porque usava técnicas de crescimento, mas porque “Deus ia acrescentando dia a dia mais pessoas à igreja”.

E por que Deus “multiplicava” a igreja todo dia? Porque a comunidade de discípulos permanecia na doutrina dos apóstolos, na comunhão, na oração e na vida simples e generosa (At 2.42). Ninguém passava necessidade porque os demais vendiam seus bens para socorrer os pobres. E a igreja tinha boa reputação de todos os de fora.

Conclusão que não quer calar:

Quando “multiplicação” é resultado de vida comunitária saudável, então é um “logismo” evangélico. Mas quando “multiplicação” é “estratégia” ou “técnica” de crescimento de igreja, então é apenas um “neologismo”, um comportamento estranho à igreja de Jesus. Portanto, os discípulos de Jesus devem se deter no “processo” de vida saudável e não no resultado do crescimento. Como Paulo disse: um planta, outro rega, mas é Deus que dá a “multiplicação” (1Co 3.6-8).
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75) “Concentração de milagres”

A palavra “concentração” é formada de “co”+”centro”, que significa literalmente mais de um círculo com o mesmo centro (“concêntrico”). Bem, a palavra “centro” vem do grego “kentron” que significa “ferrão”, “ponteiro”, aguilhão ou qualquer coisa que tenha uma “ponta aguda”. Daí a ideia de ponto no “centro” de um círculo e, portanto, a ideia de “centro” geográfico/geométrico.

Na neo-linguagem religiosa, a palavra “concentração” tem sido usada como sinônimo de “reunião”. Mas ela tem uma longa história nas religiões de matriz africana, que chama seus locais de culto de “centro”, bem como no espiritismo, onde se usa a prática da “concentração”, no sentido de fixar a mente em um objeto: “Agora vamos nos concentrar…” Mas no cristianismo, a palavra não existe, por isso é um autêntico neologismo! Um termo infiltrado! A Bíblia simplesmente nunca usa a palavra “concentrar” (ou seus derivados), nem no sentido geográfico, nem no sentido místico.

Já “milagre” é um termo bem bíblico. A palavra vem do latim “miraculum”, que significa “coisa maravilhosa” (“mira-viglia”), com o prefixo “mira-”, que indica “olhar, mirar”, como em “ad+mirar”.

Mas, juntando “concentração” com “milagre”, o que significa? É um “local onde os milagres se reúnem”?? (sentido geográfico) ou “fixar a mente no sobrenatural”?? (sentido místico). Brincadeiras à parte, “concentração de milagres” é um acontecimento em que o “milagre” é o ator principal e isso é um neologismo, uma prática estranha à fé cristã!

É verdade que a Bíblia fala muito de milagre sobrenaturais, mas eles sempre apontam para Deus. Ele, sim, é o admirável na nossa fé!

76) “Igreja emergente”.

Os neologismos religiosos voltaram… O que que eu posso fazer… se esses “neo” se multiplicam como coelhos! rsrsrsrs

Este é um hiper-super-neo-logismo!!! Vamos lá:

Bem, “igreja”… bem ou mal… todo mundo sabe o que é! Mas, o que significa “emergente”? A palavra vem do latim “merge” e formou a nossa palavra “mergulhar”. Ela aparece em “imergir” (mergulhar para dentro), submergir (mergulhar para baixo) e… emergir (mergulhar para fora)!!! Ou seja, o contrário de “imergir”, portanto, sair para fora d’água…
O adjetivo “emergente” não é exclusivo da linguagem neo-religiosa… Ele tem sido usado na geopolítica para se referir aos “países emergentes”, sinônimo de uma expressão mais antiga: “países em desenvolvimento”.

E daí? Daí que a expressão “emergente” pulou da geopolítica para a neo-eclesiologia para se referir a… o que mesmo??? O que significa “igreja emergente”??? Seria uma “igreja em desenvolvimento”??? Ou um novo tipo de igreja que está emergindo das águas??? Cruz credo! Ou então uma igreja que está “mergulhando para fora”??? Fora do quê? Ih, tá piorando… Uma certa igreja que está fazendo ondas na superfície da água, mas ainda não dá para saber o que vai sair à tona??? É uma igreja estranha! No Apocalipse de João, o que emerge é a besta! Seria então uma igreja-“besta”, uma igreja-monstro?

Bem, não é a igreja de Jesus… a igreja de Jesus não está emergindo de lugar nenhum. Está semeada na superfície do mundo há muito tempo… Misturada com joio… muito joio… mas ainda assim está aí. É claro que a igreja de Cristo deve ser a igreja do seu tempo… que ela deve encarnar o evangelho eterno de Cristo na sua geração… mas “emergente”???

Desculpem não poder ajudar… mas eu também não sei… só ouço falar de ondas borbulhando na superfície das águas das religiões… de uma igreja que está emergindo, mas não entendo o que está subindo desse caldo!

Mas, quer saber? Também nem estou preocupado em saber… Afinal, não estou procurando nada novo! Estou procurando algo muito antigo… de uns dois mil anos de existência… Estou olhando em outra direção…
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77) Teologia da prosperidade.

Ahá, danadinha, chegou a sua vez: vamos por partes, porque essa é um baita neologismo.
A palavra “teologia” é composta de “theos” (Deus) + “logos” (estudo, discurso), portanto, “estudo sobre Deus”. De modo simples, teologia pode ser definida como “o estudo de Deus e suas relações com a humanidade e toda a criação”. Assim, podemos chamar de “teologia” qualquer estudo que revele algo sobre Deus, como, por exemplo, Teologia Católica, Teologia Protestante, Teologia da Esperança, Teologia da Libertação, etc. Aí pinta o primeiro grilo: podemos chamar a “Prosperidade” de teologia? Ela ensina sobre Deus? Talvez…, mas sobre qual Deus? O de Jesus?

Bem, mas continuemos… E prosperidade, o que significa? A palavra é formada de “pro” (“a favor de”, “para frente” ou “conforme”) + “spes” (expandir, ser bem-sucedido) de onde formamos a palavra “e-spe-rança” (e também “speed”, em inglês). Portanto, “prosperidade” tem o belo significado de “conforme a esperança” (“prosperança” ou “esperidade”). Mas no sentido neologístico-religioso, o significado é mais estrito e material: trata-se de usar a fé para prosperar financeiramente, ganhar dinheiro, adquirir bens, ser feliz, ser bonito e ter saúde (talvez nessa ordem… rsrsrsrs).

Pois como é que essa “ambição” se tornou uma teologia??? Como foi que a avareza, um dos pecados capitais, virou virtude religiosa? Bem, a convivência da religião com o dinheiro nunca é neutra: Ou nega o dinheiro ou adora o dinheiro! Os “próspero-teólogos” (com perdão do trocadilho) têm razão: Jesus falou muito sobre dinheiro, mas sempre para ensinar a generosidade e a liberalidade, jamais para apoiar o amor e a adoração ao dinheiro. Jesus foi pobre, abençoou os pobres, anunciou o evangelho aos pobres… Os apóstolos foram todos pobres, as primeiras igrejas eram pobres… e os ricos eram exortados a serem generosos!

Portanto, dito claramente, a “Teologia da prosperidade” é uma aberração de termos, um neologismo estranho ao cristianismo. Não é teologia, porque não ensina nada sobre o Deus… pelo menos não sobre o Deus de Jesus, dos apóstolos e das igrejas primitivas do NT! Seus pressupostos são diabólicos e seus pregadores completamente falsos. Nas palavras de Jesus, “não podemos servir a dois deuses”. Não podemos servir a Deus e ao Capital!


Pergunta que não quer calar: Você prefere “teologia” (aprender sobre Deus) ou “prosperidade” financeira? Vai ter de escolher… porque as duas juntas não levam a Cristo.

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78) Louvor e adoração: “louvor” é cantar batendo palma e “adorar” é cantar de olhos fechados! Louvar é dançar! Adorar é chorar!


É isso que dá fazer definições simples de atos profundos! Desde que me conheço por gente, ouço esse “dogma” litúrgico: todo culto deve começar com cânticos animados: isto é louvor. Depois, seguem-se cânticos mais calmos, para o povo se aquietar e ouvir o sermão: isso é adoração!
Raios! Quem inventou essas definições? Como foi que esse “telefone sem fio” chegou até nós?
O verbo “louvar” vem do grego “k’laud”, que perdeu o “k” e ficou “laud”, e em latim “laudare”, depois “loar”, “louar”, e, por fim, “louvar”. O grego do NT usa diversas palavras para dizer louvor/louvar como “hymneo” (que deu origem a nossa palavra “hino”), “psallo” (de onde se formou a palavra “salmos”), “eulogia” (que formou “elogio”). Portanto, “louvar” significa tão somente “elogiar” alguém (dar “loas”).
E adorar? Essa é interessante: vem latim ‘adorare’, composta de ‘ad’ (para, em direção a) + ‘orar’ (de ‘oris’, que significa ‘boca’). Literalmente, poderia significar apenas “à boca”! Essa expressão faz referência a um gesto litúrgico antigo de tocar o objeto com a mão e levá-la “à boca” para beijar, evitando beijá-lo diretamente com os lábios por respeito; ou, quem sabe, levar a mão ‘à boca’ por espanto e admiração diante do divino.
Em hebraico, a palavra mais usada para adorar é “shâchâh”, que significa prostrar-se, inclinar-se, reverenciar. No grego do NT, aparece a palavra “proskyneo”, composta de “pros” (diante) + “kyneo” (beijar a mão).
Portanto, essa definição que distingue “louvar” e “adorar” com base no ritmo da música não tem base teológica, escriturística, tradicional ou etimológica. É neologística mesmo!
A única diferença que (penso eu) se pode vislumbrar é: “louvar” é um ato mais restrito, porque se faz com palavras faladas, escritas ou cantadas, enquanto que “adorar” é mais amplo, referindo-se a um estilo de vida, de entrega de si a Deus.

79)  “Amém, irmão?” “Amém!”
Isto não está certo… A palavra “amém” não deveria ter sido incluída entre os neologismos religiosos… tsc, tsc… Afinal, ela é muuuuuito antiga! Bem, a palavra é antiga, mas o uso é “neo”… A palavra “amém” tem sido usada como uma espécie de “coringa”… pois pode ser usada para substituir diversas expressões, como, por exemplo, “alôoo”, “vocês entenderam?”, “concordam?”, “acorde, pessoal!”, “prestem atenção”, “tudo ok??”, etc, etc. Até os dicionários definem “amém” como interjeição!
Mas a palavra hebraica “amém” é muito especial… a propósito, ela não foi traduzida. Em qualquer língua se diz “amém”. Muda apenas o sotaque!
O que significa “amém”??? A tradução mais simples é “assim seja”. E qual a origem? Segundo uma teoria rabínica, o “amém” é um acrônimo da expressão “El Melech Neeman” (ou EMN), que significa “Deus Rei Fiel”. Se é verdade ou não, o fato é que o “amém” é sempre uma afirmação solene de anuência, uma espécie de juramento em nome de Deus.
No Antigo Testamento, o “amém” aparece desde as escrituras mosaicas como uma fórmula solene pelo qual o povo aceitava a validade de uma maldição, aprovava uma mensagem como sendo divina ou participava do louvor a Deus. Curiosamente, o “amém” não era usado para encerrar orações!!! Mas para encerrar frases de louvor e adoração a Deus (doxologias)! Tóin!
No Novo Testamento, a palavra também aparece como encerramento de “doxologias” (frases de exaltação a Deus), mas também é usada de modo muito particular por Jesus e em relação a Jesus: primeiro, Jesus usa o “amém” no início das frases: “Amém, eu vos digo…”. É um uso tão estranho que as nossas Bíblias traduzem como “em verdade, vos digo…” (simples ou duplo). É um caso único na literatura mundial de alguém que usa o “amém” no início das frases! Segundo, o “Amém” é usado como um título para Jesus: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel…” (Ap 3.14).
Ressalva que não quer calar: se quiser ser fiel à tradição hebraico-cristã, tenha um pouco de cuidado em usar a palavra “amém”. Abandone o “uso coringa”, dizendo claramente “alôoo, pessoal”, “prestem atenção”, etc. ou qualquer coisa assim, mas reserve o “amém” para adoração a Deus ou para afirmações solenes de fé.

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Artigos escritos por Eliseu Pereira
Professor na Faculdade Batista do Paraná e na Faculdade Cristã de Curitiba
Estudou Teologia na instituição de ensino PUC PR
https://www.facebook.com/eliseugp



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